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Mostrando postagens de Dezembro, 2014

Danette Branco

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Até dá um frio na espinha de tocar nesse assunto, mas ontem estive muito próximo de ter um enfarto fulminante do miocárdio. Estava saindo do trabalho e resolvi fazer umas comprinhas para casa, entre elas, o meu doce preferido de todos os tempos da história da humanidade desde que o Big Ben ocorreu: o Danette Branco. Não, vocês não estão entendendo o que o Danette Branco significa pra mim. Sua textura e sabor envolvem meus neurônios como uma sinfonia de águas-vivas acompanhando as ondas do pacífico norte em noite de lua cheia. Seu contato com minhas papilas gustativas causam uma explosão de endorfinas a ponto de causar alucinações semelhantes ao que Scooby-Doo tinha ao receber seu biscoito. O simples fato de lamber a embalagem causa uma sensação de orgasmo gourmetizador. Enfim, acho que consegui expressar minha adoração pelo Danette Branco.
Voltando ao supermercado, fui pegando os produtos que precisava e me encaminhei à gôndola refrigerada onde se encontrava a Majestade Danette Branc…

10 coisas que me irritam no facebook

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Talvez você tenha visto trocentas matérias dizendo como se comportar em uma rede social e as coisas que devem ser evitadas sob risco de interpretação equivocada, mico ou, em casos mais extremos, bloqueio por parte de amigos. E eu não poderia ficar de fora dessa. Mas como eu não sou hipócrita, vou citar as 10 coisas que eu mais odeio no facebook e apontar o que eu faço, mesmo recriminando os que também o fazem.

1 - Linda: Quem é que nunca se deparou com uma foto feminina no mural e um turbilhão de "lindaaa!" proveniente das amigas. Pode ser uma selfie ao acordar, com roupa do pavão de estimação do cantor Falcão, após aquela cirurgia de aplicação de 5 kg de botox e 200 kg de silicone na boca ou simplesmente ela ser feia como um kiwi atropelado e tirar um autorretrato fazendo careta. "Linda sempre estará lá". NÃO FAÇO.

2 - Comentaristas do tempo - Se está calor, reclama. Frio, ainda mais. Chuva, oh my god. Ventos laterais sudoeste de convergência tropical el niño cilon…

Between Good and Mauro (crônica retrô)

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Essa aconteceu comigo há mais de 4 anos, quando trabalhava em uma agência que já não existe, cujo dono, hoje já falecido, era uma espécie de "paizão" para mim. Era um dia em que estava de TPM, tudo me estressava e o mundo conspirava contra o meu estado "zen". Na parte da manhã já peguei um trânsito caótico, o calor era de assar, não havia vaga para estacionar e ainda por cima cheguei atrasado com direito a uma bronquinha básica.
Com vapor de irritação saindo de minha cabeça, comecei a trabalhar com aquela típica cara de poucos amigos e nenhuma palavra. Como nada é tão ruim que não possa piorar, meus trabalhos não estavam sendo aprovados, minha mente criativa sofreu um apagão e o computador colaborou travando sem que eu me lembrasse que deveria salvar tudo o que digitei até aquele momento. As bruxas estavam definitivamente à solta. Como minha pança é vasta, resolvi empurrar o período matutino com a barriga.
Enfim, o relógio acusava meio-dia. Quem sabe após o almoço as…

Nego do cabelo duro

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Quem é que nunca participou de alguma tribo, aquele grupo de pessoas com ideologia, gostos e visuais próprios? Eu não poderia fugir à regra e no final dos anos 80 eu acabava de me credenciar para o grupo de headbangers de Campinas ou metaleiros, como alguns errôneamente insistem em chamar os amantes do heavy metal.
Este grupo tinha algumas particularidades: viviam com suas garrafas de pinga ou vinho de 5 litros (pois dinheiro era o que mais faltava) próximos a bares da moda (só para confrontar os playboyzinhos da cidade) ouvindo bandas podres com nomes tão podres quanto (Sarcófago, Putrefatus, Feto Anal e Death eram alguns dos mais leves), com suas vestimentas pretas e surradas, além de cultivar vastas cabeleiras que seriam balançadas freneticamente nos shows.
E é aí que a coisa pegava pra mim. A maldita cabeleira. Não que fosse item imprescindível no ingresso ao grupo, mas para mim não fazia sentido me vestir todo de preto, tomar sangue de boi quente e fazer cara de mal se meu cabel…

Autobullying

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Todo mundo tem fatos do passado que são motivos de vergonha e que o melhor lugar é deixar em quarentena eterna, se é que isso é possível, em algum lugar remoto da longínqua região do esquecimento. Mas como este que vos escreve é desprovido de pudor, vou citar apenas 5 informações a meu respeito que fará você repensar a continuidade da leitura deste humilde blog.

1 - A vida tem dessas coisas. Este era o hit do Ritchie em meados de 1983. E essa canção era capaz de arrancar lágrimas de meus olhos no auge de meus 11 aninhos. Eu ficava todo santo dia em frente ao radinho de pilha, sintonizado na AM, no programa de algum locutor mela cueca da época, esperando as 10 mais do dia. E quando os acordes tristes do órgão (teclado…teclado!!) de Ritchie entravam na frequência do meu coração, eu cantava junto com ele em uníssono para o mundo inteiro ouvir. Sensibilizada com isso, minha mãe me aprontou uma surpresa e colocou o LP do astro embaixo de meu travesseiro, fomentando o potencial homosexual …

Poesia Esquizofrênica (crônica retrô)

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O universo é verso porque não é frente. O verso não pode ser reverso somente quando citamos o inverso desconexo do sexo tântrico tão semântico que chega a ser romântico. E o que seria do universo se, além do verso, fosse um poema em sinergia com um problema sem dilema de uma ema. Seria essa ema um avestruz depois de ter intoxicação alimentar com um cuz-cuz? Pelo amor de Deus, faça o sinal da cruz. A cruz de malta, a cruz tácea, o cruzeiro que não tolera um ser atlético, julgando-o patético e nada poético. Alá o poema de novo. É como achar pelo em ovo em meio ao povo de Kosovo. É difícil, não é prédio.
O universo tem planetas, tem caretas, tem cometas, tem tietas do agreste, milhas e milhas à noroeste daquele cabra da peste. Peste é passado, present é presente, future é ausente, doente é paciente, quem tem pressa come cru, mas japonês também come cru para comemorar os 100 anos de imigração. Japonês então tem pressa senão o país se chamaria Ainda pão e não Já Pão. No Japão não tem Japão …

A história de Merdina

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Indonésia, 26/12/2004. O mundo não foi mais o mesmo depois daquele trágico tsunami que dizimou o país. Mas mesmo em meio ao mais sombrio cenário é possível surgirem histórias que são verdadeiras lições de vida. 24 horas após o fato, as equipes de socorro buscavam sobreviventes e corpos que não tiveram a mesma sorte. Foram dias de muito sofrimento e comoção mundial até que a rotina fosse retomada, dentro do possível.
Passados exatos 30 dias, um casal de moradores das palafitas de Aceh passava pelo que sobrou do depósito de pescado recolhendo entulho, quando sentiram um forte cheiro vindo dos arredores do local. Quando se aproximaram poucos metros mais, um fortíssimo odor de fezes misturado com esgoto e corpos em estado de putrefação. E para surpresa dos 2, um choro ensurdecedor e desesperado. Era uma criança com pouco mais de 1 ano de idade. Abdel e Hassim não tiveram dúvidas e resgataram o menino e o levaram imediatamente ao hospital. Foram 2 meses na UTI, muitas orações e, enfim, el…

Jardineiro cruel

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Às vezes o universo dá uma pista da escolha errada que você fez e mesmo assim você insiste no equívoco. Foi o que aconteceu essa semana comigo na escolha do jardineiro. Ele havia passado em casa durante a semana, se apresentou para minha esposa como vizinho e deixou à disposição seus préstimos como cortador artístico de plantas residenciais. Como estávamos precisando, durante semana fui conversar com ele para combinar preço, logística, data, entre outras coisas.
Bati à porta de sua casa e uma mulher me atende. Perguntei se era a casa do Matias e ela confirmou, já dando meia volta para conclamar a sua presença. Sob murmúrios de "porra, mulher, tá atrapalhando minha soneca" ou algo assim, surge um ser proveniente das trevas, bem ao estilo Polícia 24 horas, cambaleando ou de sono ou de bebedeira ou até dos 2 juntos e misturados, sem camisa, aquele shorts adidas da década de 70, o chinelo havaianas original e o bigodinho que só cresce nas extremidades dos lábios e se apresenta:…

Os 5 P's de Marketing, SQN (crônica retrô)

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Poucos sabem, mas já fui um empreendedor do ramo de publicidade. Tive uma agência de propaganda juntamente com mais 1 sócio que, como eu, era da área de criação. O grande problema é que nossa pouca, para não dizer nenhuma, experiência em administrar provocou o fechamento da empresa em pouco mais de 2 anos de atividades. E vou tentar explicar o motivo disso através da análise dos 5 p’s do Marketing.
Produto – Nosso produto era publicidade, talvez o único ponto forte da agência. Problema é que tínhamos clientes provindos das catatumbas do inferno do mal gosto mercadológico e da terra infértil da ausência de recursos financeiros para viabilizar uma campanha eficiente. E não sei se pela nossa cara de trouxa ou por sermos iniciantes, atraíamos empresas falidas, ONGs malditas, espertalhões, novos empresários recém-saídos de um curso mequetrefe de 5 horas no Sebrae e Caça-Permutas. Resultado: Peças publicitárias com mais cores que o Restart na loja da Suvinil, maior quantidade de “profission…

Dancei

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90% da população já passou ou vai passar pelo que passei há algumas semanas atrás: a famosa apresentação de ballet da criança da família. Tirando a performance linda, triunfal, iluminada e perfeita da minha sobrinha, o resto foi extremamente bossal e tedioso.
Para quem não sabe do que se trata, é uma apresentação de dança, dividida por faixa etária e geralmente com um tema e o deste ano era: uma viagem dançante pelos países do mundo (algo assim, ou não), ou seja, cada grupo de crianças vestia roupas características do país representado e dançava algo que parecia tudo, menos a dança da respectiva nação, de tanta descoordenação - menos da minha sobrinha, que deu um show de graça, precisão e conhecimento do país.
Não contei ao certo, mas imagino que cerca de 20 países foram homenageados e cada dança durava, em média, 5 minutos. Somado a isso, 3 grupos de outras escolas de dança foram convidadas e entre cada número, uma apresentadora fanfarrã que tentava entreter um público, que se inter…

De chico

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Tia de Hospital (crônica retrô)

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Dias atrás estava conversando com amigos quando surgiu o assunto hospital. Falávamos sobre cirurgias, recuperação, problemas de saúde entre outros. Nessa hora lembrei-me de uma personagem muito comum nos complexos hospitalares do mundo: a velhota enxerida hipocondríaca resolve tudo. É muito fácil identificar esta "serzinha das trevas malevolentas": é geralmente uma senhora simplória, mal vestida, de óculos, cabelo armado estilo esfinge do faraó Tutankamon Black Power, que senta-se estrategicamente ao seu lado e surge quando você está apreensivo, esperando notícias do parente ou amigo que acabou de passar por uma avaliação médica ou cirurgia.
Todos sabemos que em um momento de tensão queremos somente pessoas do nosso ciclo familiar e de amizade ao lado. Dificilmente abrimos exceção para estranhos, a menos que venham com palavras de apoio e que sejam o mais breve possível. Mas este não é o caso das "matusaléns das catatumbas de Kripton". Até que a intenção das mesmas …

O chefe mandou

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A maioria de vocês não me conhece pessoalmente, muito menos a minha história, mas há cerca de 20 anos atrás eu tentava a vida como músico. Tinha minha banda de rock pesado, gravamos um CD em estúdio, chegamos a nos apresentar em palcos clássicos do rock em São Paulo e obtivemos críticas positivas em algumas revistas do gênero. O tempo passou, mas o sonho ficou pelo caminho. Cada um seguiu seu rumo e hoje cá estou como um publicitário.
Mas, recentemente, uma pequena chama do passado se acendeu e a minha esposa comentou que um colega de trabalho dela tocava guitarra e se interessava em voltar a ter uma banda, só por hobby. Bastaram 1 churrasco, 4 cervejas, 10 palavras, 1 data e estávamos agendando o primeiro ensaio.
Hoje estamos com cerca de 2 anos de banda. São cerca de 30 clássicos do rock ensaiados. Mas isso não vem ao caso.
Em meados do fim de 2013, com quase 1 ano de ensaio, tivémos a primeira real oportunidade de nos apresentarmos para o grande público….ok, médio público… tá bom,…

Durma com um barulho desses

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Ontem vivi os 9 círculos de sofrimento dentro da Terra como mostra o inferno de Dante. Há muito tempo eu não tinha uma insônia tão cruel como a da noite passada. E o motivo muitos já conhecem muito bem: pernilongos, muriçocas, borrachudos, insetos do capeta, chikungunya da malevolência, aedes do mal agouro. O quarto estava simplesmente infestado destes parasitas do bom sono. E não teve veneno, raquete elétrica ou bazuca que desse jeito. Eles estavam atiçados como se tomassem êxtase misturado com anfetamina e uma dose de galvão bueno e faustão cheirados e narrando a reta final de uma corrida de cavalo. A coisa estava tensa.
Normalmente em minhas noites de sono encontro um ou outro, mas ontem estava demais. E o pior: eles estavam com uma atração fulminante pelo meu nariz, o que me deixava possesso. Foram incontáveis as vezes que levantei e saí a caça deles. E, como diz o ditado, você mata um pernilongo e vem 1000 para o velório.
Ao contrário de outras vezes, quando o sono vencia, casa …

Pombo-correio não correspondido (crônica retrô)

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Essa é uma improvável história de amor que aconteceu na romântica Buenos Aires. Como disse na crônica passada, minha lua-de-mel aconteceu no Chile e Argentina. E foi na capital portenha que ocorreu esta paixão impossível e obviamente não-correspondida.
Tudo começou no bairro da Recoleta, onde encontram-se os mais charmosos cafés de Buenos Aires, bem ao estilo europeu. Após uma visita ao Cemitério de La Recoleta, sentamo-nos, eu e minha esposa, em um aconchegante café para bebericarmos uns cocktails e degustarmos uns quitutes. O clima era propício para o romantismo e a curtição a dois. Fizemos o pedido e jogamos conversa fora.
O local estava ainda vazio, já que era cedo para um almoço e tarde para o brunch (breakfast + lunch, muito chique esse termo). Antes de o pedido chegar, serviram-nos uns tira-gostos como castanha, pãozinho e batatinhas estilo Ruffles. Foi aí que a coisa mudou. Provavelmente atraídas pelos aperitivos, pombas começaram a se aproximar do café onde estávamos. Logo elas…

Pluto da vida

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Ano passado realizei um sonho de criança e que só foi possível realizar agora: ir à Disney. Poderia escrever um livro com as histórias, contratempos, presepadas, micos e afins ocorridos em Orlando, mas primeiramente vou focar em um deles em especial. Fomos em umas 10 pessoas, que depois foi dividido em 2 grupos. No meu, eu, minha esposa, cunhado, cunhada e sobrinha, de 2 anos de idade.
Pois bem, poderia falar das belezas dos USA, dos encantos da Florida, da organização americana, mas isso não é um diário de viagem, é Entre o Bem e o Mauro. O primeiro dia foi para fazer compras básicas e descansar da viagem, pois no dia seguinte conheceríamos The Magic Kingdom (imaginem a sonoplastia típica da Disney para dar um ar de magia nessa frase), o principal parque do Walt Disney World (mais sonoplastia, fogos e cantoria de um trio de senhores de Massachussets da década de 20).
Como não poderia ser diferente, fizemos uma agenda focando os desejos de minha sobrinha, mas mesmo para um adulto, o …

Pe-peixinho

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Essa aconteceu na minha época de faculdade. É uma história recheada de drama e muita emoção a flor da pele.
Morava com mais 3 pessoas e uma delas, o responsável pelas contas e gerente da república, tinha um hobby que cultivava com muito carinho: criar peixe. Não aqueles peixes exóticos, coloridos, de escamas com wi-fi embutido ou movimentos que imitam o vôo de uma harpia do bico-cor-de-telúrio. Peixes simples. Ele tinha um aquário chinfrim, de 0,001 m2 e um beta nele. Nada de mais. Mas a adoração por ele transcendia o amor carnal. Era possessivo, avassalador, lúdico.
Particularmente eu não gosto de peixe. Não vejo a menor graça, pois não é possível passear na rua, jogar a bolinha para ele buscar, muito menos pedir para dar a patinha. Podia ser um beta ou uma bola de gude dentro do aquário, não daria a mínima para ambos. Mas, enfim, ele gostava.
Havia um detalhe no perfil dele (o dono, que não vou revelar o nome não por preservar a identidade, mas por não lembrar mesmo) que deu toda u…

Conversa besta (Crônica retrô)

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E aí, Josival, beleza? Beleza, e você? Tranquilo. E aí, fiquei sabendo que você andava com problemas com jogos? Imagina, parei com jogos de azar Certeza? Quer apostar? R$ 100,00. Não, obrigado. Mas me diga uma coisa, e aquele seu problema de memória? Nem me fale, faz 13 anos, 2 dias, 15 horas, 39 minutos e 10 segundos que eu comecei a tomar o remédio e não me adiantou nada. Que coisa. Olha, gosto muito de você, admiro sua humildade. Isso é verdade, sou muito humilde. Certamente o cara mais humilde do mundo. Isso aí, não perca nunca essa virtude. Mas me conta, parou de beber? Bom você falar. Parei há 1 semana. E você é meu convidado pra bebermos uma hoje pra comemorar. Não posso, tenho um compromisso. E seu emprego? Ah, não sei se fico lá, se vou pra outra empresa, se monto um negócio Esse é o Josival, sempre em dúvidas Com certeza E seu aparelho de surdez high tech, está funcionando bem? Meio-dia Legal. Sabe o que lembrei esses dias? Seu cunhado estava te devendo 800 reais. Você conseguiu a grana? Ainda…

Entre o Bem e o Mauro

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Nem todos sabem, mas esse blog já ganhou vida nas páginas de um livro homônimo. Foi em Março de 2012, quando reuni algumas das minhas principais crônicas para realizar um grande sonho: lançar meu primeiro livro. Foram mais que 15 minutos de fama: apareci em jornais, dei entrevista de 1 hora na TV, tirei fotos, fui reconhecido na rua, falei ao vivo na rádio e só não fui convidado para participar do BBB porque precisaria fazer uma série reforçada de glúteos na academia.
Todo esse glamour acabou e o saldo final foi de 250 livros vendidos, 40 dados, 10 emprestados e quase 30 encalhados. Sinceramente nada mal para um iniciante.
Mas não estou aqui para lamentar, na verdade toda essa experiência me fez identificar os tipos de leitores que tenho e vou tentar expor aqui.

Família - Claro, a família sempre está presente para dar aquela força, mesmo que os convide para a peça de teatro onde você vai encenar uma palha seca entrando de meia em meia hora, rodando, como se estivesse no deserto. Algun…

5 níveis de Ter a Pia

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Dizem que as cinco fases fundamentais do luto são a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Então posso afirmar que minha esposa passou por um luto recentemente. E não necessariamente envolveu morte. Pelo menos não a biológica que conhecemos.
Bom, deixa eu explicar: dias atrás, em um sábado à noite, chegamos em casa e entre os afazeres que programava realizar, tive que colocar um galão de 20 litros no bebedouro. Uma tarefa aparentemente normal, não fosse feito por este que vos escreve. Resumindo: o galão não ficou firme, eu não consegui segurá-lo, ele caiu na pia e a cuba da mesma simplesmente desabou, levando tudo pelo caminho. E assim começaram as fases do luto:

Negação - "Não, não é possível que esse jegue conseguiu essa proeza em pleno sábado à noite", pensou minha esposa, com uma estalactite flamejante estampada em sua íris e apontada direta para minha jugular. Mas era fato e o estrago estava feito. Depois de alguns segundos com cara de paspalho, reso…

Duplo sem sentido

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Eu preciso confessar algo: eu sofro de duplosentido-dependência. Eu me transformo quando alguém dá uma deixa para uma dupla interpretação. Principalmente quando tem cunho sexual. Termos como "O negócio está de pé", "Isso vai dar pau" e "Você gosta de laranja? Então toma esse saco pra você chupar" me causam uma reação que deixariam estudantes da pré-escola com pena da minha imaturidade.
Sim, eu sofri muita retaliação por este jeito de ser. Fui discriminado, julgado sob olhares de reprovação, rotulado como criança e até ridicularizado por tentar recrutar pessoas para o ritual de duplo-sentidizar as coisas.
Pensando nisso, estudei 5 técnicas que poderiam me salvar deste calvário.

Psiquiatra - Poderia procurar ajuda de um profissional da mente, mas assim que ele falar: procure imergir em você, entender o que acontece e colocar pra fora, eu retrucaria: quer que eu coloque pra fora mesmo? (rã rã - rã rã - risada de menino traquina que escondeu o biscoito da mãe…

Escravos de Jó (crônica retrô)

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Hoje estou aqui para comentar uma música que, na minha opinião, faz apologia aos maiores vícios da humanidade, caracterizando-se como uma verdadeira ode à desvirtude. E eu, correto como um frade virgem da Mesopotâmia, me sinto na obrigação de denunciar este disparate histórico que se arrastou durante os séculos. Antes de avançar neste dossiê, vou revelar a cancioneta em questão. Estão preparados? Pasmém, gente, a música a qual me refiro é uma das mais cantadas nos bares brasileiros, um grande hino da alegria botequeira universal, a inigualável "Escravos de Jó". Eu sei que devem estar pensando: "Ah, esse cara tá viajando, tomou jurubeba com chá de lírio", mas vou provar por A + B que tudo não é fruto de uma imaginação deturpada da realidade.
Bom, todos sabem de cor e salteado a letra desta canção. Mas, para quem ainda está em dúvida, vamos lá: Escravos de Jó, jogavam cachangá. Tira, põ-õe, deixa ficar. Guerreiros com guerreiros fazem zig zig zá. Guerreiros com guerre…