Danette Branco


Até dá um frio na espinha de tocar nesse assunto, mas ontem estive muito próximo de ter um enfarto fulminante do miocárdio. Estava saindo do trabalho e resolvi fazer umas comprinhas para casa, entre elas, o meu doce preferido de todos os tempos da história da humanidade desde que o Big Ben ocorreu: o Danette Branco. Não, vocês não estão entendendo o que o Danette Branco significa pra mim. Sua textura e sabor envolvem meus neurônios como uma sinfonia de águas-vivas acompanhando as ondas do pacífico norte em noite de lua cheia. Seu contato com minhas papilas gustativas causam uma explosão de endorfinas a ponto de causar alucinações semelhantes ao que Scooby-Doo tinha ao receber seu biscoito. O simples fato de lamber a embalagem causa uma sensação de orgasmo gourmetizador. Enfim, acho que consegui expressar minha adoração pelo Danette Branco.
Voltando ao supermercado, fui pegando os produtos que precisava e me encaminhei à gôndola refrigerada onde se encontrava a Majestade Danette Branco. Mas, para minha decepção, o espaço destinado a ela se encontrava vazio. Não tive dúvidas, larguei todo o resto e saí daquela pocilga que se julgava SUPERmercado e não era capaz de comercializar o cacau Albino mais delicioso do mundo dos  doces.
Fui a outro local e fiz o mesmo procedimento. E o filme se repetia. Nada de encontrar meu Sweet Blanka, meu White Danette, meu Alvi Fucking Love Cream. Abandonei tudo novamente e segui para uma grande rede de distribuição de alimentos, talvez a maior, quiçá a melhor. E nada, nem sinal, muito menos um rastro de sua presença. Quase me ajoelhei naquele corredor e gritei um NOOOOOO como um soldado que perde seu companheiro em um dia chuvoso de uma guerra sangrenta. Nessa hora passava um repositor de mercadorias e praticamente encostei o pobre rapaz na parede: "Me diga, onde está meu Danette Branco? O que vocês fizeram com ele? Diga-me, diga-me o que vocês querem de mim? Não me diga que a Danone o exterminou de seu portfolio. Não judiem dele, por favor". Mas com uma calma peculiar, ele me respondeu: Essa época do ano a distribuição é mais rara, mas ele continua sendo produzido, sim, fique tranquilo.
Fiquei aliviado pela notícia, mas triste por me tirarem o prazer de uma noite com Danette Branco. E por este susto, aqui vai um poema de Entre o Bem e o Mauro para o Danette Branco:

O mundo tem mil encantos
Que você até desconhece
A magnitude do chocolate branco
É transformada num lindo Danette

Seu creme é envolvente
O sabor é surreal
O prazer chega na mente
É tudo sensacional

Eu lambo até a tampa
Pra não sobrar, eu passo o dedo
Do Oiapoque ao Chuí, passei por Sampa
E comprei Danette Branco hoje cedo

Danette Branco, Danette Branco
Não vai embora, te amo tanto
Danette Branco, Danette Branco
É tudo verdade, estou sendo franco

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