Poesia Esquizofrênica (crônica retrô)


O universo é verso porque não é frente. O verso não pode ser reverso somente quando citamos o inverso desconexo do sexo tântrico tão semântico que chega a ser romântico. E o que seria do universo se, além do verso, fosse um poema em sinergia com um problema sem dilema de uma ema. Seria essa ema um avestruz depois de ter intoxicação alimentar com um cuz-cuz? Pelo amor de Deus, faça o sinal da cruz. A cruz de malta, a cruz tácea, o cruzeiro que não tolera um ser atlético, julgando-o patético e nada poético. Alá o poema de novo. É como achar pelo em ovo em meio ao povo de Kosovo. É difícil, não é prédio.

O universo tem planetas, tem caretas, tem cometas, tem tietas do agreste, milhas e milhas à noroeste daquele cabra da peste. Peste é passado, present é presente, future é ausente, doente é paciente, quem tem pressa come cru, mas japonês também come cru para comemorar os 100 anos de imigração. Japonês então tem pressa senão o país se chamaria Ainda pão e não Já Pão. No Japão não tem Japão de açúcar, mas os urologistas se divertem fazendo exame de Tóquio. Tóquio é do outro lado do mundo, um lugar profundo, onde fazem do cheque sem fundo origamis para o Edmundo.

Edmundo é animal, a rúcula é vegetal. Mais que um vegetal, ela é uma folha que as pessoas adoram colocar sal ou fazê-la uma bela fantasia de carnaval altamente vulnerável ao vendaval. Venda, Val! Venda, Val! Não é possível que Val não consiga vender nada. Ela precisa urgentemente fazer um curso de preparação para novos empreendedores em Nossa Senhora das Dores em uma classe repleta de flores. Flores de dissabores, de pequenos pastores, de sublimes cores, o verde, o amarelo, o caramelo, marcelo, marmelo, martelo, tudo é tão belo, menos o cantor belo que eu odeio ele. O belo é feio. Não digo "vem CÁ, BELO", pois é capaz de eu ser atacado por uma imensa peruca maluca do garoto Juca.

Garoto Juca é órfão pois o Bozo morreu. Chorei muito quando enterraram o carequinha. Ele era gozadinho, o primeiro a armar o cirquinho. Como diz aquele assassino caipira que usou um palhaço como revólver para matar a mulher barbada: "Assim como a propaganda é a arma do negócio, o palhaço é a ARMA do circo". Tudo vale a pena se a arma não é pequena, desde que a pena seja cumprida em regime semi-aberto ou aberto 24 horas inclusive domingos e feriados. Mas se a arma for pequena é melhor vendê-la pro demônio-anão em 10 vezes sem juros por tudo que é sagrado, santificado seja o vosso nome, amém, acém, a duzentos, a vem antes do b, mas só vem depois do z se o alfabeto for um ciclo menstrual regular.

Mas pra que regular? Deixa ser livre, leve e solto. Parece que não regula, parece que não lê bula, parece que não gosta do Lula, sua mula. Assim a Marisa fica fula e o voto do povo o presidente anula. Política, não. Pula. Pula, João do Pulo. Pula na areia, mulher feia. Pula amarelinha, bailarina. Nossa, o que eu tava falando mesmo? Perdi o raciocínio. Raciocínio, raciocínio, cínio de belém. Não seria o círio de Belém? Ou o cílios de Belém. Quem usa cílios de Belém é a cantora do calypso colapso nervoso. Aliás, vocês sabiam que é sobrancelha e não sombrancelha. Legal isso. Essa gramática nos prega peças automotivas originais de fábrica e com garantia de 10 mil quilômetros, não?

Às vezes eu acho que escrevo crônicas porque sou um doente mental crônico.

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