Urrologista


Não está errado, não: o título é Urrologista mesmo, pois essa era a minha vontade diante do que vou escrever a seguir, dar um urro de raiva.
Um ser humano prevenido como sou não deve descuidar da saúde em hipótese alguma. E em meio a vários check-ups foi a vez da visita ao urologista, escolhido de acordo com critérios práticos: proximidade com o local do meu trabalho, horários disponíveis e ser do sexo masculino, afinal, não ficaria à vontade ao mostrar minhas partes íntimas e ínfimas a uma profissional desconhecida. Agendei o médico que mais se adequou ao perfil pré-estabelecido e segui a vida.
O dia chegou e pouco antes do horário marcado já estava no consultório, muito agradável por sinal. Falo isso, pois todo homem que vai ao urologista precisa de um ambiente agradável, discreto e acolhedor, pois se trata de algo que ele valoriza muito e que provavelmente será violado de alguma forma, física ou moral.
Não demorou muito - outro ponto extremamente positivo, pois a espera pelo atendimento faz da cabeça a oficina do diabo - e a secretária anunciava que era a minha vez. Como se tratava de um exame preventivo, sem um motivo concreto, entrei tranquilo e sereno.
Como já era esperado, o Dr me pediu que tirasse a calça e a cueca. Imaginei que era para ele ter um diagnóstico visual, pedir uns exames de rotina e me liberar, quando de repente…..auuuu! uhhhhh! arghhhh! iorelurê-ihi!! owowow! fuliculi fuliculáá!
Isso mesmo que vocês estão pensando, amados leitores. Meu ânus foi violado de forma agressiva e repentina. Meu furico foi invadido por um dedo ágil e mal-intencionado. Maldito urologista, mal podia ver seus movimentos. Ele colocou a luva ainda e nem percebi (bom...ainda bem). Como ele se atreveu a  realizar um exame delicado e dichavador da honra alheia como o exame do toque em alguém que mal acabou de passar dos 30 anos na época? E a ética médica que determina que tal procedimento seja realizado perto dos 40, quiçá aos 45 em certos casos? E porque nem um vinhozinho antes da dedada fatal?
Mas isso não ficou assim. Com a mesma indiferença que ele introduziu seu indicador, eu reagi ao acontecido. Apenas um suspiro aflito - afinal um corpo estranho adentrava o meu reto que por pouco não virou torto - e uma engolida seca de saliva, mas minha expressão não revelava o meu real estado de espírito, há não ser por uma gota de suor formada na testa e que se misturou com uma lágrima que insistia em sair dos olhos.
E eu saí do consultório pensando comigo: nunca mais…..nunca mais vou ao urologista…..nunca mais vou ao urologista sem preparar adequadamente meu fiofó!

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