Pesca esportiva (crônica retrô)


Este fim de semana estava assistindo um programa local na TV. Até aí, nada demais. O programa tem foco na natureza. Legal, continua tudo normal. O quadro que estava acompanhando era uma pesca esportiva. Aí que a jurupoca pia. Pesca esportiva é aquela em que os praticantes pescam um peixe e soltam logo após. Ou seja, é considerado um hobby, sem maus-tratos que a caracterizem como caça. É uma pesca comum, porém, com esta particularidade. Normal, não? NÃO!!!

Preparem-se para fatos estarrecedores que comprometem a prática da pesca esportiva. Imaginem que 2 amigos vão pescar. Levam seu isopor com cerveja e quitutes, passam protetor contra mosquitos e seguem rio abaixo ou acima. Acham um ponto onde acreditam que os peixes estão reunidos e armam suas varas (ui!). Minutos de paciência e logo a primeira fisgada. Puxam, repuxam, torcem, controcem e logo o peixão aparece. O pescador, orgulhoso, mostra seu feito e logo devolve a criaturinha escamosa para a correnteza. Tudo bonito, ecologicamente correto, mas que tem um lado negro que poucos sabem. E são muitos os exemplos.

Certa vez, o Sr. Pirarucu estava desconfiado de que sua mulher o traía. Contratou um detetive que logo trouxe as fotos que mostravam a pulada de cerca. Comprovada a traição, o Sr. Pirarucu resolveu pegá-los no flagra. Saiu para trabalhar e ligou para a esposa dizendo que não daria para almoçar com ela. Perfeito para a chegada do Ricardão aquático. E não deu outra. Ricardão foi ao encontro da perereca da piranha. Pirarucu se escondeu e quando foi abrir a porta para surpreendê-los...Vlapt!!!! O pescador esportivo capturou-o. Foi o tempo do Ricardão sumir e evitar o flagra.

Achou pouco? Veja este caso: Um baiacuzinho estava indo de mal a pior na escola. Notas baixas, muitas faltas e um ultimato da diretoria do colégio: realizariam uma última prova para definir se ele continuaria ou não a frequentar a sala de aula. Foi marcado data e horário. Sob a forte pressão de seus pais, baiacuzinho estudou muito, não saiu mais e decidiu mostrar a todos que ele era capaz. Um dia antes, fez um leve jantar e dormiu cedo. Acordou no horário, se aprontou e foi para a escola. No meio do caminho...Varalupt! Pescado esportivamente. O suficiente para botar tudo a perder. Na volta, foi difícil convencer a professora de que foi abduzido por uma minhoca encantada.

Ainda não se convenceu? Pois prepare seu lenço. O Sr. Pacu tinha uma rara doença. E precisava de um transplante de medula. Foi um longo trabalho para achar alguém que fosse compatível. Ninguém da família apresentava os requisitos. Os amigos, nem pensar. Foi então que surgiu uma luz. Uma irmã desaparecida, sensibilizada pelo caso, resolveu fazer o teste de compatibilidade. E para alegria geral, ela era compatível. Pacu estava salvo. Mas tinha um problema. Sua irmã morava do outro lado do rio. E Pacu só suportaria algumas horas. Logo uma "vaquinha" de amigos providenciou um avião anfíbio. Em minutos, sua irmã estava descendo do avião e entrando no rio, rumo ao encontro do Sr. Pacu.

Daí vocês devem estar imaginando....quando ela vai entrar no hospital......sfragabruft!!! Foi apanhada na esportiva. Nã nã ni. A irmã chegou e conseguiram realizar o transplante. Sucesso total. Uma festa estava planejada em sua casa. Sr. Pacu não se conteve de tanta emoção ao ver amigos e familiares. Todos ordenavam: discurso, discurso! E quando ele pega o microfone...valalalalaladreftnerz!!! o anzol puxa olimpicamente sua medula. Morte instantânea.

Pesca esportiva é muito perigosa

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