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Mostrando postagens de Maio, 2015

Depressão coletiva

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Não sei se todos sabem, mas em pouco menos de 2 meses minha princesa vira ao mundo para alegrar nossas vidas. E para estarmos melhores preparados para sua chegada, resolvemos fazer um curso de preparação para gestantes, extensivo aos pais. O curso foi realizado em um importante hospital da cidade, com profissionais da saúde ligados à maternidade (pediatra, fisioterapeuta, entre outros) e estava dividido em 4 aulas, 1 por semana, todas elas bem didáticas e descontraídas. Bom, quase todas…
Ontem foi o último dia de curso e na minha opinião o mais importante, pois abordaria os cuidados com o bebê no primeiro ano de vida. Na primeira metade foram tratados assuntos leves como o sono, higiene, roupas e temperatura do quarto. Muitos mitos foram desfeitos e muitas risadas pelas neuras trazidas por tradição através de nossos avós.
Mas a segunda parte estava por vir. Precisamente às 20h30 entra um senhor com seus quase 80 anos, que mais parecia ter vindo das filmagens de The Walking Dead, olhe…

O fim de uma era (crônica retrô)

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A vida nos dá sinais claros quando insistimos em certas coisas sendo que já é hora de terminar o ciclo em vigência. Não entendeu nada, não é? Vou explicar. Quem me conhece diz que sou uma eterna criança. Não só na maneira de vestir como em atitudes dignas de um adolescente espoleta. Cheguei a pensar que o casamento fosse o sinal definitivo de que não tenho mais idade para certas coisas e que agora seria hora para ter outra "way of life". Outros programas, outros horários e outras atitudes. Mas não foi. O verdadeiro e crucial aviso divino aconteceu neste fim de semana que, coincidentemente, foi o final de meu inferno astral.
Essa semana comemorei meus 36 anos de vida e como todo "tiozão teen" resolvi realizar uma série de comemorações. Assim, marquei diversos programas regados à álcool. Começava na quinta, em um happy hour non sense, e terminaria no Domingo, com um show do Chiclete com Banana na Festa do Peão de Jaguariúna. E me orgulhava disso tudo. Dificilmente um …

Reencontro

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Reencontrar velhos amigos talvez seja uma das melhores coisas da vida e esse fim de semana pude experimentar essa sensação mágica. Estava em um pub com amigos e familiares, curtindo uma boa música e tomando cerveja gelada e de rótulos diferenciados. Aqui vale um parenteses: a minha escolha por cerveja é baseada em 2 aspectos, custo e benefício. Não tô nem aí pra sabor, aromas, aparências, textura, carbonatação, se o lúpulo é colhido por escravos austríacos no norte de Aspen ou se a sensação tátil é equivalente às notas amadeiradas de uma orquídea rara do Tibet. Eu quero é chapar, e como o cardápio apresentava diversos rótulos, escolhi logo as mais baratas e com os maiores teores alcoólicos. Aí que a coisa degringolou. Foi uma mistura de países com teores acima de 10%. No começo era uma degustação, mas do meio para frente virou uma bebedeira desenfreada e a perda do mínimo que restava de sobriedade.
Por sorte, a minha noção não foi embora junto, o que poderia causar danças ridículas, …

Cego de amor

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Breno era um homem cheio de sonhos. De família pobre, saiu ao mundo ainda cedo em busca de realização pessoal. Nada em sua vida era fácil. Podemos afirmar que ele sempre comeu o pão que o diabo amassou, mas a crença em Deus e sua força interior eram capazes de romper quaisquer obstáculos.
Por mais que tentassem derrubá-lo, Breno voltava ainda mais forte. E um fator fez com que ele desenvolvesse esse fôlego extra: a cegueira. Sim, Breno nasceu cego, mas quem o conhecia sabe que não se tratava de uma deficiência. De maneira alguma ele usava isso como fonte de comoção. Ele fazia questão de levar uma vida normal. Até o seu limite.
E o limite um dia chegou. Sua força se esgotara. Cada obstáculo era derrubado, mas tirava um pouco de sua energia. A vida era cruel com ele. A solidariedade quase não existia. A solidão era sua companhia. Eram negativas de trabalho. Era a impossibilidade de se fazer útil. Era a cegueira social confrontando a sua cegueira natural. Era a tortura de não ser notado…

Portfail, um publicitário desastrado

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Faculdade de Publicidade em curso, hora de procurar colocação profissional. Mas eu não queria ser mais um. Precisava ser diferenciado para que as agências me vissem com bons olhos, já que não tinha experiência. O objetivo era a área de criação e, naturalmente, me veio a ideia de uma apresentação criativa. Não podia simplesmente chegar com o curriculum, mesmo porque não tinha bagagem suficiente para preencher 3 linhas. Pensei, pensei e cheguei em algo "genial". Entre parenteses mesmo. O motivo vocês entenderão a seguir.
O raciocínio era simples: precisava valorizar meus atributos de uma maneira nada convencional. As características eleitas por mim eram criatividade (óbvio), espírito de equipe, bom humor, paixão pela profissão e vontade de aprender. Acreditava que era o suficiente para um estudante. Muitas coisas passaram pela cabeça, desde um poema até um telegrama falado. Mas, acreditem, foi pior que isso. Preparem os seus estômagos. Elegi 5 personagens para simbolizar e ve…

Atum (crônica retrô)

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Dias atrás tomei conhecimento de uma notícia estarrecedora: O Brasil está a frente da Convenção Internacional para a Conservação do Atum e afins do Atlântico. Sim, meus amados leitores, nosso país comanda a incrível missão de preservar estes animaizinhos que, se não fossem pelas pizzas, ninguém saberia que existem. Diante da relevância mundial deste fato, Entre o Bem e o Mauro foi atrás de um representante desta espécie para saber, entre outras coisas, o que tem sido feito para a defesa destas criaturas marítimas.
Mauro – Olá, Sr. Atum, tudo bem? Atum – Aaa-tum! Desculpe, estou gripado. São essas correntes frias do Atlântico. Mauro – Sr. Atum, como recebeu essa notícia de que o Brasil está comandando a preservação de sua espécie? Atum – Indiferente. Só espero mesmo que alguém acabe com os mal-trATUNS que recebemos. Mauro – E qual o segredo para um atum ser bem conservado? Atum – Ah, evitar cigarro, bebida alcoólica, refrigerante e praticar esporte Mauro – Você se considera conservado? Atum – …

Desabafo fitness

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Hoje completo 2 anos e 5 meses ininterruptos de academia. Vou pelo menos 3 vezes por semana e raramente falho nessa regra. A diferença eu sinto tanto no aspecto físico como no mental. Mas ultimamente alguns aftos me desencorajaram na constante e árdua busca pela saúde física e na luta contra o sedentarismo. O maior problema é que ainda continuo pecando na alimentação e a famosa barriga acaba sendo uma referência visual em mim. E assim, mesmo com mais de 380 dias de exercícios, convivo com comentários desestimulantes. E reuni os principais nos 10 sintomas de que a academia já não faz assim tanta diferença.

1 - Pergunta inocente - Essa aconteceu várias vezes. Encontro um amigo depois de alguns dias ou meses e ele me pergunta: "E aí, tá fazendo academia ainda?". Como assim? São 382 dias de exercícios, treinos diferenciados, suor, lágrimas. Ele deveria me olhar e dizer: pelo que estou vendo, você continua fazendo academia, hein?

2 - Comentário nada inocente - Uma variante do item…

Stress

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11h00 - Deixa eu ver meu extrato do banco aqui…..hum…..ok…..opa! O que é isso? As parcelas do seguro do carro ainda não terminaram? Como assim? Dividi em 5 vezes e agora estão cobrando uma sexta, isso está errado.

11h01 -Deixa eu consultar a apólice e ver isso direito. Putz e agora, esqueci que não me enviaram a apólice, deixa eu ver no site. Minha cabeça tá péssima, mas tenho quase certeza que dividi em 5 vezes.

11h02 -Caramba, onde está a sessão pra consultar essa merda? Puta site complicado. Ah, achei. Bom, devo ser cadastrado, lembro que fiz no dia que comprei o carro. Login….hum….senha…senha? Caramba…bom, vou tentar a que uso pra tudo…*******…..inválido….é, acho que não estou cadastrado. Vamos em cadastrar….CPF…..senha? Como assim senha? Estou me cadastrando e pede senha?

11h03 -PQP! Esse negócio de digitar código captcha é uma merda. Porque as letras vem todas  distorcidas? Saco! Ah, meu Deus, senha inválida. Não é possível que nem me cadastrar eu consiga. Vou ligar nessa espelunca…

A história de amor de Manfredo (crônica retrô)

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Todo dia, Manfredo passava pelo centro da cidade para ir ao trabalho. A rotina era a mesma há mais de 15 anos. Manfredo era casado, tinha 4 filhos, uma vida social agitada e era muito bem remunerado em seu cargo de CEO em uma empresa de logística em Curitiba. Manfredo era um homem bem-sucedido e de bem com a vida.
Certo dia, mais precisamente em 23 de Janeiro de 2006, Manfredo reparou que no caminho do trabalho havia uma mulher sentada em uma cadeira de rodas com uma feição triste, encostada em uma barraca de churros. A partir deste dia, a curiosidade de Manfredo foi se aguçando. "Porque esta mulher está tão triste?". "Porque esta mulher sempre fica no mesmo ponto?". E todo dia estava lá, a mulher triste em uma cadeira de rodas. Até que Manfredo resolveu aproximar-se da moçoila:
Desculpe, mas eu passo todo dia aqui e vejo que está triste e sempre no mesmo lugar. Posso te ajudar?
Com dificuldade em articular as frases e com voz trêmula ela responde:
Sim, meu nobre homem…

5 minutos

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Essa aconteceu na sexta passada, quando estava na fila para validar o ticket de estacionamento. Na minha frente, um rapaz, e à frente dele, uma família (pai +/- 50 anos, mãe +/- 45, vó +/- 79 e filho +/- 15 anos). E começou o diálogo:

Atendente - Pois não?
Pai - Gostaria de validar o ticket
Atendente - ok

Atendente - Pelo que conferi aqui, você ainda tem 5 minutos sem pagar. Acha que consegue sair nesse tempo?
Pai - O que você acha, amor?
Mãe - Você quem sabe
Pai - Mas o carro está meio longe, né?
Mãe - Se a gente for meio rápido acho que dá
Filho - Acho que dá sim, pai. Se quiser posso pegar o carro e vir até aqui para agilizar
Pai - Não precisa filho, acho melhor irmos todos juntos
Vó - Mas eu ando mais devagar, melhor me pegarem aqui
Mãe - Eu posso ficar aqui com a sua vó
Pai - Mas e se não conseguirmos? Puta mico ficar preso na cancela
Filho - Pai, 5 minutos dá e sobra
Pai - Mas tem que colocar as compras, entrar todo mundo, vir aqui, pegar sua vó…
Filho - É, tem essa
Mãe - Mas po…

Eu, eu mesmo e as neuras

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Não sou uma pessoa de neuras, mas tem uma que me atormenta e a tendência é piorar com o passar dos anos: a neura de saber se fechei ou não as portas de casa ao dormir. Toda noite é a mesma coisa, chego a verificar mais de 1 vez a porta que acabei de fechar para ter a absoluta certeza. Mas o que aconteceu na noite de quinta-feira passada extrapolou todos os limites. Era uma neura tão fora do normal que cheguei a conversar comigo sobre o ocorrido. E ficou mais ou menos assim:

Eu - Bom, hora de dormir, vamos fechar a casa pra dormir tranquilo e feliz
Eu mesmo - Vai começar o ritual interminável. Me acorda quando acabar
Eu - Eu senti uma ironia ou é impressão minha
Eu mesmo - Magiiiina, você é super seguro de si
Eu - Um pouco de prudência não faz mal a ninguém
Eu mesmo - Neura, você quis dizer
Eu - Não, prudência mesmo
Eu mesmo - Ok, eu acredito…ah, você tem certeza que fechou a porta da cozinha?
Eu - Ah, tá querendo me testar. Não vou cair nessa
Eu mesmo - ….
Eu - Maldito! Vou ter que ver
Eu mesmo …

Lamentos de uma batata (crônica retrô)

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Ontem, na hora do almoço, algo inusitado aconteceu. Fui a um restaurante self-service e fiz calmamente meu prato. Pesei, procurei uma mesa vaga e sentei-me para degustar os 547,6 g de puro prazer alimentício. Só que, acidentalmente, derrubei uma das batatas fritas no chão. Ignorei o fato e comecei a refeição. Nisso ouço um ruído estranho. Parecia o de alguém resmungando. Olhei para os lados e não consegui identificar de onde vinha aquele som pitoresco. Decidi voltar ao almoço antes que ele esfriasse. Mas o ruído continuava cada vez mais forte, até que sinto uma pontada o sapato. Era a batata quem resmungava. Recolhi ela, coloquei-a na mesa e questionei o porque de tanta indignação:
E aí, batata? O que está pegando? Poxa, vocês humanos não têm coração mesmo!! Por que está falando isso? Por algum acaso você sabe o que passei para chegar até aqui? Não, conta aí, batatinha! Não me chame de batatinha. Eu fiquei vários meses debaixo da terra, sob chuvas, secas, agrotóxicos, pragas querendo me dev…

10 verdades indubitáveis sobre a relação homem x barata

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Hoje estava me trocando no vestiário da academia quando encontrei uma barata morta no canto. Fixei meu olhar no defunto e comecei a refletir sobre a milenar relação entre o sexo masculino e as baratas. E cheguei às 10 verdades indubitáveis sobre o assunto.

1 - Não existe qualquer chance de um homem estar falando a verdade quando se diz imune à fobia quando encontra uma barata. Não existe superioridade e coragem nestes casos. A relação sempre estará alicerçada no respeito.

2 - Por mais que você esteja devidamente preparado para enfrentar este inseto, por mais que o seu chinelo seja preciso, por mais que seus dedos sejam rápidos no gatilho do inseticida ou por mais que a barata possa lhe parecer acuada, você sempre terá um frio na espinha ao vê-la.

3 - Nunca perca uma barata de vista. Caso você entre na cozinha e econtre sua inimiga natural, foque sua mira nela e não desvie o olhar. Pegue o objeto que fará o serviço sujo e seja rápido, pois ela é vingativa e não admite erros.

4 - Nenhu…

Guia definitivo de como criar seu filho

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Estou prestes a realizar o sonho da paternidade. Em pouco mais de 2 meses minha princesa dará o ar da sua graça e como todo pai, comecei a me interessar e me informar sobre a nova vida que virá. Coisas ligadas à educação, enxoval, parto e cuidados em geral. E não precisei ler muito para perceber que cada  profissional tem sua opinião formada, divergente de alguns e semelhantes a outros. Por isso tentei unir o que se fala sobre a gestação na internet em um fictício artigo do Dr. Confúcio. É o guia definitivo de como criar seu filho.

Bronca

Um dos casos mais polêmicos na criação do pimpolho é a hora de dar bronca. É importantíssimo demonstrar onde ele errou, olhando em seus olhos e mostrando sua autoridade, sempre lembrando que deve ser feito sem o autoritarismo, pois a criança pode sofrer um trauma quando percebe que você está dando ordens. Dar ordens pode formar um filho rebelde. Mas é imprescindível que você o faça sem utilizar técnicas violentas, mas enérgicas. Procure, entretanto, …