7 motivos para pombos serem exterminados da face da Terra


Eu odeio pombos. É assim mesmo que vou começar a crônica, com sinceridade suprema. Danem-se as ONGs protetoras dos animais. Dane-se o Greenpeace. Dane-se a Luisa Mell. Eu preciso expressar o que sinto e este vai ser o canal para isso. Os pombos deveriam ser exterminados da face da Terra com requintes de crueldade sobrenatural. Estou falando de extinção mesmo. Os predadores naturais que procurem o que comer. Plantas, insetos, Mc Donald's, sei lá. Não fizeram o trabalho direito, que se virem a partir de então. Eu odeio tanto essa espécime fétida e deplorável que suspeito que já matei um filhote deles só do simples fato de odiá-los. É verdade, uma vez cheguei em casa e logo avistei um bebê de Rosemary com asas escondido entre as plantas. Sua expressão de aflição e pânico eram notórias. Com minha aproximação, provavelmente ele enfartou. Pode ser um importante objeto de estudo na Universidade de Michigan, mas tenho certeza que a minha presença matou o fedelhinho. E eu tive uma sensação de prazer. Não que venha me tornar um serial killer, mas fico feliz de colaborar com a erradicação deste lixo em forma de pássaro. Nem sei como podem definir a pomba como o símbolo da paz, já que a mesma consegue transformar a minha vida num inferno.
Bom, se depois dessa introdução amistosa você não se convenceu que o nosso planeta seria um lugar melhor para se viver sem os pombos, aí vão os 7 motivos que vão te sensibilizar e estimular a matança desenfreada e necessária deles.

1 - Eles emporcalham tudo: Não é à toa que são conhecidos como ratos com asas. Eles deixam um rastro de sujeira pelo caminho. Penas, merdas, piolhos, plantas mortas. E toda vez que olho em seus olhos tenho a certeza que o tamanho da sujeira aumenta proporcionalmente à minha intolerância.

2 - Eles estão por toda parte: Não é preciso ter o talento de um repórter da Discovery e ficar meses na espreita para encontrar um deles. Basta um galho, uma folha e pronto: ali está um ninho. Basta uma telha um pouco mais solta e voilà: Minha telha, minha vida. O pombo se apropria do local. Nem os sem-teto são tão eficientes na posse de áreas urbanas.

3 - Fertilidade inacreditável: Não pode ser, minha casa deve conter feromônios pombais. O sexo irresponsável e a libido estão à flor da pena. A fantasia do pombo-correio copulando com a pomba-gira deve rolar solta nos ninhos de amor. E percebendo que havia mercado, a maternidade municipal dos pombos se instalou ali. É inacreditável o alto índice de natalidade. Acho que tem clínica de fertilização ali no meio também.

4 - Mira: Os Mamonas Assassinas eternizaram em sua canção. O pombo tem o fiofó com mira laser apontando em sua cabeça. No meu caso consigo contar nos dedos as vezes que um totozinho de pombo  me atingiu. Na verdade, o problema é o carro. Impressionante como eles miram os locais mais sensíveis da lataria. E o organismo deles é capaz de produzir fezes com secagem quase instantânea. Gruda no carro que só com trabalho de restaurador de artes para retirar e não afetar a pintura original.

5 - Eles têm asas: Já dizia um importante locutor esportivo, acho que Osmar Santos: "e mandou um pombo sem asas". Neste caso, pombo sem asas era uma referência a um chute forte, com perigo, em direção ao gol. É uma coisa boa. Portanto, pombo não deveria ter asas. Na verdade não deveria existir, mas já que existem, não precisavam ser alados.

6 - Eles assustam: É comum essa cena: Eu entro na garagem para pegar o carro e, ao abrir a porta, o pombo começa a bater ensandecidamente as asas tentando escapar de lá. O susto é inevitável. E gigante. Toda vez é assim. Toda vez eu assusto. Malditos!

7 - Eles são solidários: E isso não é bom. Basta um deles se sentir confortável no novo lar e toda a trupe chega junto. Aquele primo distante, o parente desabrigado, os amigos duros, enfim, ninho na minha casa é igual coração de mãe, sempre cabe mais um. Só pelos bruu bruuu bruuus já sei que a festa vai longe.

Enfim, este é meu drama diário...

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