…e as cólicas começaram


E as aventuras da paternidade não têm fim. Na verdade é só o começo. E agora e a vez da temida cólica, a destruidora dos sonos doa pais. E para homenagear este fenômeno, criei um texto meio música do titãs, meio roteiro introdutório de um filme do Zé do Caixão e uma dose de Pedro Bial way of life.

Cólicas, essas diabólicas
O grunhido desesperado de lúcifer
Dores pulsantes, bastardas inglórias
O inferno na Terra, a pura súplica

Cólicas, sórdidas, mórbidas, nada bucólicas
Sofrimento natal, lágrimas sólidas
Impossível se acalmar sem uma bebida alcoólica
Impossível ouvir e não se sentir melancólica

Cólicas, de energia hiperbólica
Capaz de acionar uma usina eólica
Com seus ares pulmonares de velocidade estrombólica
Gases, dores, contrações em réplicas e tréplicas

Cólicas são simbólicas
As dores provocadas pela acidez fólica
Que não passa nem com a ajuda da Igreja Católica
Duvida? Quer fazer uma apostólica?

Mas essa cólica é histórica
Acontece de forma ametódica
Causa uma impaciência empírica
E desafia qualquer lógica

Sua cólica é eufórica
Seu choro é lúdico
Para os pais, uma noite de sono é utópica
Pelo contrário, cada noite é caótica

Cólica, cólica, cólica
Olheiras, gritos e uma atmosfera gótica
Cólica, cólica, cólica
O agudo em sua forma mais apoteótica

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