15 minutos


Ontem fui ao shopping resolver 2 coisas: pegar uma calça em uma loja e sacar dinheiro. Só. Tinha 15 minutos para a missão, pois mais que isso eu pagaria R$ 8,00 do estacionamento.
Para não perder tempo, parei o carro próximo à entrada da Renner, que ficava perto da loja. Saí em disparada. No caminho, uma atendente me interceptou: "Não quer fazer o cartão da loja?". Ignorei só no gesto. Saí da loja e virei à esquerda. Caminho errado. Fui até o fim do corredor para perceber isso. Voltei. Fui até o fim e não encontrei. Gotas de suor denunciavam minha tensão. "Será que é no primeiro piso?", me perguntei. Não, eu pesquisei antes.
Voltei ao local de origem e respirei. Lembrei que a loja fica do lado oposto da Renner e eu me concentrei nas que ficavam ao lado. Comecei de novo e encontrei. Já estava no minuto 5:27. Ofegante, já ordenei: "Vim pegar minha calça". Vendo meu desespero, o vendedor se apressou. "Quer experimentar?", perguntou. Só com o gesto, recusei.
Tinha 7 minutos para sacar o dinheiro e sair, triunfante. Apertei o passo rumo ao banco. Caminho e direção erradas de novo. Voltei, com o passo suficientemente acelerado para chegar a tempo, mas sem levantar a desconfiança de seguranças que poderiam me acusar de roubar a calça da loja.
Faltando 4 minutos, cheguei ao caixa eletrônico. Como um raio, saquei. Recomecei a marcha olímpica rumo ao estrelato. Quase na saída, aos, 14:18, ouço: "Fala, Maurão, quanto tempo!?". Era um antigo colega de trabalho. "Quanto tempo? Exatamente 42 segundos", pensei. Tentei uma maneira de fingir que não ouvi, mas ele se posicionou em minha frente. E a conversa custou R$ 8,00.
Esse sou eu, perdido como poucos.

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