Meu chinelo Opanka


Hoje (não sei se exatamente hoje, mas foi por aí) comemoro os 15 anos de uma parceria de sucesso. Um companheiro de muitas caminhadas, um amigo que, mesmo eu pisando sempre nele, nunca me abandonou. São 15 anos de estrada, ruas, trilhas e muitas pedras no caminho. Ok, não vou prolongar o suspense. Estou falando do meu chinelo. Em uma época onde tudo é descartável, ele se mostra fiel a mim, sem apresentar nenhuma evidência de que quer ou vai se aposentar. Nenhum sinal de avaria, de soltar as tiras, de me deixar na mão, ou melhor, no pé.

Carinhosamente apelidei-o de Opanka. Por que? É a marca dele. Hááá, esperavam que eu o chamasse de Pédro, Solano ou ChiNélio? Bom, brincadeiras à parte, não poderia passar essa data sem fazer uma homenagem. E aqui está, meu velho amigo.

Opanka, Opanka, Opanka
Mais que um chinelo, uma amizade franca
Opanka, Opanka, Opanka
Por você tenho total confiança

São 15 anos de caminhada, sem neuras, sem mancada
É na sola da bota, é na palma da mão
Eu coloco meu Opanka e encaro qualquer chão

Minha arma é meu Opanka
Mato aranha e deixo barata manca
Minha nação é esse chinelo
Com as cores verde e amarelo

Do despertar ao amanhecer
Do trabalho ao anoitecer
Aconteça o que acontecer
Do Opanka não vou esquecer

Ele não solta as tiras como havaiana
Ele não é feio como um croc
Ele não fica de salto alto e não me engana
Ele não é samba, ele é rock

Meu passo com você é forte
Mas relaxo o meu pezinho
Com você vou até a morte
Mas que demore um pouquinho

Como diriam os chilenos: chi chi chi – nelo nelo nelo
Com você, tudo é muito belo
chi chi chi – nelo nelo nelo
Você é meu, não é do Marcelo


Opanka, com você eu boto banca
Eu piso nos insetos, eu bato em bunda branca
Opanka, 15 anos de andanças
Você tá bem velhinho, mas é minha eterna criança

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