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Mostrando postagens de Setembro, 2016

O misterioso caso de Bianca Nepobusceno

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Essa crônica retrata exatamente o que eu sonhei na noite passada, enriquecida com detalhes inventados da minha parte e um final com toque padrão Entre o Bem e o Mauro:
Bianca Nepobusceno de Alcântara nasceu em Governador Valadares em meados do outono de 1977. Filha única de um pai bancário e a mãe contadora, moradora de um bairro de classe média do município, Bianca era uma mulher batalhadora e sonhava com uma carreira de advogada. Para isso, fazia Direito em uma importante faculdade em Belo Horizonte.
No último ano, na festa de formatura, Bianca conheceu um lindo rapaz por quem se apaixonou perdidamente. Não demorou muito, e essa história repentina foi parar no altar. Tudo indicava uma vida de felicidades plenas para Bianca, mas ainda na lua de mel algo estranho aconteceu: ela acordou muito enjoada e com a visão turva. Em princípio, seu marido achou que poderia ser uma gravidez, mas Bianca começou a vomitar sangue sem parar.
Seu marido a levou correndo ao pronto socorro. O médico pe…

Velho Chico - Versão Fanfic

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Sou noveleiro, admito. Agora casado e com filha a coisa se potencializou. Tenho TV por assinatura com trocentos canais de diversos perfis, mas sempre fico na novela à noite. Podem me julgar, mas eu gosto. Vibro, choro e me envolvo com os personagens. Sou assim e pronto.
Atualmente a novela que sigo é Velho Chico. Gosto dos personagens, do roteiro, de tudo, mas tem uma coisa que, convenhamos, é fato: ô novelinha triste da moléstia, visse? Um baixo astral da porra. É morte, choro, desencontros, maldade. Pelo amor, né? Tão mórbida que a única festa que me lembro ter acontecido foi no velório da matriarca da família de Sá Ribeiro. Sem contar a morte real de 2 personagens. Deve ter uma caveira de sapo cururu enterrada debaixo dos estúdios de gravação, só pode.
Bom, mas pensando em uma situação fictícia ou um exercício de fanfic, se um dia o autor da novela não puder dar continuidade à história por algum motivo e me eleger para essa responsabilidade, saberei dar um desfecho à altura para …

I FIO Good

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Eu tenho fé no nosso país, no nosso povo. Sou brasileiro com muito orgulho. Não é pelo impeachment de Dilma, não é pela cassação de Cunha, nem pelas denúncias da lava jato. Algo maior comprovou isso.
Aconteceu na agência onde trabalho. Um dos clientes, uma empresa de odontologia, solicitou um rótulo para uma embalagem de fio dental com a seguinte frase: “Nossa relação é por um fio”. Conversamos e analisamos internamente e chegamos a um veredito: que a frase soava negativa, apesar da associação com “fio dental”. Estar por um fio significa que a relação está na iminência de terminar. Isso não soaria legal com os clientes.
Quando a atendimento estava mandando este feed-back para o cliente, eu comentei, descontraidamente, que a frase poderia ser “i fio good”. O diretor de arte comprou a ideia. Antes que eu o desencorajasse a fazer essa loucura infâme, a arte já estava pronta. Sua euforia me contagiou e prontamente pensei em uma defesa. Falamos para a atendimento segurar o e-mail para que…

Passaporte para o inferno

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Hoje eu, minha esposa e a filhota fomos renovar o passaporte (no caso da minha filhota, fazer o documento, já que ela só tem pouco mais de 1 ano de idade). Até aí, normal, centenas de milhares fazem esse procedimento, não é mesmo? Na verdade não aconteceu nada demais, mas uma coisa me chamou deveras a atenção durante o tempo que ficamos na Polícia Federal: o astral do local. Sério, é algo que me causa arrepio até escrevendo. Vocês não estão vendo, mas os micropelos presentes nos sulcos da digital do meu dedo mindinho estão em pé. Primeiro que, ao entrar no recinto, você é analisado como se os funcionários tivessem em seus olhos um scanner de última geração, daqueles que detectam qualquer variação da luminosidade da sua retina. Me senti um potencial terrorista que precisava provar que estava apto a fazer uma viagem internacional sem tramar algum atentado.
Depois era preciso dizer o motivo da sua presença e entregar os documentos exigidos. Os funcionários eram de uma seriedade chocante…