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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Simplesmente Tocha 3

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Quem acompanha Entre o Bem e o Mauro sabe que Tocha é um menino sapeca perereca levado da breca. Mas quem não conhece, Tocha é um amigo de adolescência que aprontava muito por onde andava. Sugiro que leiam as crônicas Simplesmente Tocha e Simplesmente Tocha 2, escritas neste humilde blog.
Pois bem, Tocha era companhia certa nas noitadas de Campinas na década de 1990. Era certeza de boas risadas e alguns imprevistos que davam até medo, mas mesmo assim a gente aguardava com ansiedade o que sempre estava por vir. Ninguém estava imune às insanidades deste ser oriundo das trevas da zoeira. Tínhamos um personal Ivolanda.
E em uma certa noite, decidimos ir a um tradicional bar rock da cidade. Fizemos uma pré com muita bebida, coquetéis mutcho lokos e um fumacê desgraçado. Saímos totalmente desnorteados da casa dele, local do esquenta (era tão esquenta que saí de lá vendo a Regina Casé e o Mumuzinho cantando Reggae com alguns Elefantinhos cor-de-rosa) e fomos rumo a mais uma noitada da pesad…

Fatos que acontecem em todo acidente aéreo mas que ainda surpreendem.

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Passada a comoção mundial com a terrível tragédia com o avião da Chapecoense, vamos aos fatos que ocorrem toda vez que acontece algum acidente aéreo e mesmo assim as pessoas se surpreendem.
1 – Nasci de novo
“Eu ia subir naquele vôo, mas antes de subir as escadas até o avião, desamarrou o meu sapato e percebi que tinha uma pedrinha dentro da meia. Quando resolvi tudo, o avião já havia decolado. Nasci de novo”. Histórias de pessoas que perderam o avião por motivos diversos acontecem em todos os aeroportos do mundo, mas mesmo assim, as pessoas ficam estarrecidas com o “milagre”.
2 – Eu já sabia
“Eu li nas borras de café descafeinado que um avião cairá, não sei se no Brasil ou em outro país, matando todos ou quase todos a bordo, não sei se esse ano ou não.”. Quem é que não se deparou com grandes visões de exotéricos do centro-norte do Acre em um programa vespertino da TV Jurubeba logo após acidentes aéreos? Toda vez a mesma ladainha.
3 – Deu um aperto
“Na noite passada sonhei que um unicór…

Quando a vida toma outro rumo

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Preciso confessar mais uma coisa do meu passado. Eu fui um gradissíssimo vagabundo. Da pior espécie. Um coçador profissional. Profissional, não, pois não trabalhava. Na verdade era um daqueles adolescentes que sonhavam ser um rock star. A banda até teve lampejos de que poderia ter algum sucesso. Gravamos CD, obtivemos boas críticas de publicações do segmento, agendamos alguns shows em casas noturnas, mas, apesar disso, o retorno financeiro era pífio. Mal dava para pensar em pagar algum tipo de conta. Lutei até certo ponto para que a música fosse meu ganha pão. Mas foi o pão que o diabo amassou.
E enquanto eu vivia minha rotina de ensaios e showzinhos em botecos fuleiros, os rapazes da minha idade já estavam inseridos no mercado de trabalho. Poderia até aqui defender a classe, afirmando que músico é profissão, mas admito que eu não me encaixava nesta categoria. Era um projeto mal acabado de baterista. Gostava da farra de tocar. Do glamour que o sex, drugs and rock poderia me proporcio…