Ida ao otorrino - parte 2



Ainda sobre o otorrino. Ele fez as verificações de praxe e logo após disse: eu vou introduzir (ui!) este cabo (eita!) em sua narina e vou até a garganta (ocha lele!). Você vai sentir um pouco de cócegas. 

E então começou a longa viagem por minhas vias aéreas, com direito a paradas estratégicas para explicações. Como se fosse um guia da CVC durante um city tour. 

Na narina, ele falou sobre os pelos e a cavidade. Até aí estava divertido. Mais para dentro, as cordas vocais. Começava o desconforto. Adiante, um abismo escuro. Era o túnel que levava à garganta. 

Vontade de vomitar. Ele dá uma parada para falar sobre essa parte. Desnecessário, queria ir logo aos "finalmentes". Mas a minha garganta era profunda, segundo o próprio médico (o que será que ele quis insinuar?). 

Chegando ao ponto G (G, de garganta) e eu quase tendo uma parada respiratória, ele resolve apresentar cada parte. A Emily Rose que existia dentro de mim dava mostras que queria evacuar como um geiser. 

Estava quase perdendo a consciência, quando ele retira o cabo. Uma lágrima se formou quando me livrei dessa tortura. Não engoli muito bem essa consulta, viu!

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