A última ida ao dentista



Imagina ter que imobilizar o seu filho de menos de 3 anos, no seu próprio colo, enquanto uma pessoa faz ela experimentar uma sensação terrível de dor e desespero durante meia hora. Ela olha em seus olhos, com aquele ar de sofrimento, uma ajuda que você, o pai, está impossibilitado de dar.

Acha que estou falando de um sequestro do grupo Estado Islâmico? Das torturas na ditadura militar? Da época da inquisição? Não. Tudo isso aconteceu comigo ontem, ao levar minha pitchuca na dentista.

A "doutora" pediu que ela ficasse deitada em meu colo para a sua primeira sessão de limpeza. Até aí, ok. Mas ela não demonstrava nenhum preparo em atender seres divinos, delicados e belos que um pai fofo como eu gerou.

Movimentos rudes, falta de paciência e a ameaça constante de não dar um presente a ela no final, pois não estava se comportando bem. E ainda teve a petulância de sugerir que eu fizesse o mesmo, não dando nenhum agrado após essa tortura desumana.

A pra terminar, essa dissimulada ainda marca a mão da minha fofucha com um carimbo de hipopótamo amarelo, que significa que a paciente não cooperou com o tratamento. Isso é bullying. Essa marca pode acompanhá-la para o resto da vida, como uma cicatriz de guerra.

Você percebeu o mal que fez a ela, "doutora fanfarrona"? Mais 2 sessões e eu teria que entrar com medicamentos tarja preta e psicoterapia intensiva. Em uma menina de menos de 3 anos. Até nunca mais!

"Vem, meu amor, papai vai dar chocolatinho pra você superar essa dor". Foi isso que falei pra ela após a limpeza. Os dentinhos dela ficaram marrons de chocolate gorduroso e adocicado. Chupa!

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